terça-feira, 17 de junho de 2014

Dê água para ela!

Eis o porquê da mãe precisar tanto de água durante a amamentação:

A importância da água é evidenciada pela constatação de que 60 a 90% do peso dos principais tecidos biológicos são por ela constituído.

A necessidade de água é determinada pela quantidade perdida na pele, pulmões, fezes e urina.

Também uma pequena quantidade de água é necessária para o crescimento. A criança ao nascer é constituída de aproximadamente 79% de água, atinge 70 a 75% nas primeiras semanas de vida e , ao redor de 60 a 65% aos 12 meses.

Os lactentes normais saudáveis necessitam cerca de 1,5 ml de líquidos por quilograma em 24 horas. Normalmente a maior parte dessa quantidade é consumida através do aleitamento materno.

O bebê que só mama no peito não precisa de chás, sucos ou água. Só o leite é suficiente para hidratá-lo mas, se esses alimentos forem dados, após a orientação do pediatra, o melhor é oferecê-los na colher ou no copinho.

Para as crianças alimentadas com fórmulas ou leite de vaca, pode ser necessário uma maior oferta de água.

Caso seja perdido água extra pela pele, pelo pulmões ou pelo trato gastrointestinal, como em tempo quente, ou por febre ou diarréia, verificar com o pediatra a necessidade de se aumentar a ingestão de água para garantir a perfeita hidratação da criança. Por outro lado, a intoxicação pela água resulta em hiponatremia, náusea, vômito, diarréia e poliúria ou oligúria, podendo ocorrer convulsões. Esta situação pode ocorrer quando há diluição excessiva do leite.

O leite humano é composto de 87,1 ml de água em 100 ml.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o bebê deve ser alimentado exclusivamente com o leite materno até os 6 meses de idade, desde que esteja crescendo e se desenvolvendo dentro do padrão esperado. A partir dos 6 meses, deve-se introduzir novos alimentos, sem no entanto abandonar a amamentação, que pode prosseguir até os 2 anos de idade. A criança alimentada no peito até os 4 meses, pelo menos, já recebeu muitos dos benefícios que o leite materno oferece. Caso, após essa idade, a mãe não possa continuar a amamentar, cabe ao pediatra orientar sobre a introdução de novos alimentos, de acordo com as características da cada criança.

Maria Cristina Elias
Nutricionista (CRN 2299)
Mestre em Ciências Aplicadas à Pediatria - UNIFESP - Especialista em Nutrição em Cardiologia pela Socesp

Texto extraído de <http://www.clubedobebe.com.br/palavra%20dos%20especialistas/nut-10-01.htm>

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por Marcelo Ferreira

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