domingo, 7 de fevereiro de 2016

Notícia: Campanha reforça alerta sobre cesáreas desnecessárias

Imagem notícia portal

Uma nova campanha idealizada pelo Projeto Parto Adequado, que visa à melhoria na prática obstétrica no Brasil, reforça a preocupação quanto à realização de cesáreas desnecessárias e busca sensibilizar gestantes e profissionais de saúde para que evitem o parto agendado. A ação é coordenada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Hospital Israelita Albert Einstein e Institute for Healthcare Improvement (IHI). Com o tema Não ao Parto Agendado, as mensagens que serão disseminadas pelas mídias sociais dos integrantes do projeto pedem que se evite a realização de cesáreas antecipadas e desnecessárias, numa época em que, devido às férias, festas de fim de ano e carnaval, é notório o incremento no número de partos cirúrgicos, levando à prematuridade dos bebês.

“Os meses de dezembro a fevereiro são um período em que notamos aumento das cesáreas desnecessárias agendadas em função das diversas datas comemorativas. Para prevenir as gestantes, mobilizar os profissionais de saúde e alertar a sociedade, elaboramos esta campanha, que tem o objetivo de alertar para os riscos das cesarianas sem necessidade e sensibilizar as gestantes, seus familiares e também os profissionais de saúde”, explica a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira. “Através da ação, disseminaremos informações alertando para os riscos da cesárea desnecessária”, detalha. 

A mensagem-chave da campanha é: Respeite o tempo do seu bebê. Para o nascimento, não há feriado: evite o parto agendado, escolha o #partoadequado. Através das mídias sociais, serão divulgadas, regularmente, informações que abordam as vantagens e os mitos relacionados ao parto normal e destacam a importância de práticas baseadas em evidências científicas. A iniciativa também visa estimular o engajamento das equipes de saúde atuantes nos hospitais participantes do projeto Parto Adequado e demonstrar e difundir as mudanças na assistência prestada por essas instituições. 

“O Hospital, como líder clínico do Projeto, se preocupa com a educação e a informação das pacientes sobre as vantagens de se aguardar o termo da gestação e, de preferência, aguardar o início do trabalho de parto, períodos em que o bebê está maduro, diminuindo várias complicações, como as pulmonares, icterícia, capacidade de manter a temperatura, capacidade de sucção para que se estabeleça uma boa amamentação”, afirma Miguel Cendoroglo Neto, diretor superintendente do Einstein.

Riscos - Estudos científicos apontam que bebês nascidos de cesarianas apresentam riscos maiores de dificuldades respiratórias e são internados em UTI neonatal com mais frequência. Quando não tem indicação clínica, a cesariana aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade. Em cesarianas desnecessárias, o recém-nascido pode sofrer complicações respiratórias imediatas, e se o parto for realizado antes das 39 semanas de gestação, o nascimento pode ocorrer antes da completa maturação pulmonar do bebê. E como em toda intervenção cirúrgica, existe risco de mortalidade derivada do próprio ato cirúrgico ou da situação vital de cada paciente. 

“Não há evidências científicas que justifiquem agendar um parto com antecedência, salvo algum risco claro para a saúde da mãe e do bebê. Por isso é importante se informar, buscar a opinião de outros profissionais, conversar com o seu médico”, destaca a coordenadora do projeto Parto Adequado na ANS, Jacqueline Torres. “A mulher tem o direito de ser informada e ser parte ativa na decisão do tipo de parto”, assinala. 

Vantagens do parto normal - Pesquisas comprovam que a passagem pelo canal vaginal, na hora do nascimento, coloca o bebê em contato com bactérias naturalmente presentes nessa área do corpo da mulher, fortalecendo seu sistema imunológico e prevenindo o desenvolvimento de alergias e outros problemas de saúde no futuro. O trabalho de parto, ao contrário de um sofrimento para a criança, significa amadurecimento: a intensificação gradual das contrações musculares do corpo da mãe, necessárias para o bebê nascer, favorece a prontidão para o nascimento e o contato com o mundo – ritmo cardíaco, fluxo sanguíneo e maturação pulmonar são gradativamente trabalhados. A ciência já demonstrou também que hormônios naturalmente atuantes durante o trabalho de parto favorecem o vínculo entre mãe e bebê, o aleitamento materno e a recuperação pós-parto.


Projeto Parto Adequado

O projeto Parto Adequado é uma iniciativa desenvolvida pela ANS, pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI) e pelo Hospital Israelita Albert Einstein, com apoio do Ministério da Saúde, que envolve 42 hospitais e mais de 34 operadoras de planos de saúde de todo o país. 

As estratégias para redução de partos cirúrgicos desnecessários desenvolvidas pelo projeto tiveram início em outubro do ano passado, com a assinatura do termo de compromisso que deu origem à iniciativa. Em março, após um período de inscrição voluntária, foram selecionados os hospitais participantes do projeto (37 privados e quatro com atendimento pelo Sistema Único de Saúde, além do Hospital Albert Einstein) e as atividades tiveram início.

Para fazer as mudanças, os estabelecimentos estão efetuando adequações de recursos humanos e da ambiência hospitalar para a incorporação de equipe multiprofissional nos hospitais e maternidades; capacitação dos profissionais para ampliar a segurança na realização do parto normal; engajamento do corpo clínico, a equipe e as próprias gestantes; e promovendo a revisão das práticas relacionadas ao atendimento das gestantes e bebês, desde o pré-natal até o pós-parto. 

Em seis meses de implantação, a iniciativa ajudou a aumentar em 7,4 pontos percentuais a taxa de partos normais nos estabelecimentos participantes, iniciando a reversão dos altos números de cesáreas registrados nos últimos 10 anos no Brasil. Nos 42 hospitais públicos e privados que estão desenvolvendo a iniciativa, a taxa de partos normais está em uma curva ascendente: passou de 19,8% em 2014 (média) para 27,2% em setembro de 2015. A redução da taxa de cesáreas para 72,8% após a implantação do projeto equivale ao salto que o índice deu em praticamente uma década – de 2006 a 2015 - período em que passou de 75,5% para 85,5%. 


21/12/2015
Portal da ANS
http://www.ans.gov.br/aans/noticias-ans/qualidade-da-saude/3122-campanha-reforca-alerta-sobre-cesareas-desnecessarias#sthash.ohn4uIw5.dpuf

domingo, 29 de novembro de 2015

Amamentação livre em público no Rio de Janeiro: Agora é lei!

Imagem UOL

Lei publicada no DO do estado do Rio de Janeiro em 25 de novembro de 2015 legitima às mães o direito de amamentar em qualquer estabelecimento, ainda que exista nos locais espaço reservado para tal.

A lei 7.115, de 24/11/2015, em seu art. 3º,  trata estabelecimento como sendo "um local, que pode ser fechado ou aberto, destinado à atividade de comércio, cultural, recreativa, ou prestação de serviço público ou privado".

O descumprimento da lei estabelece multa de 500 UFIRs (Unidades Fiscais de Referência) e, 1000 UFIRS em caso de reincidência. A UFIR para 2015 tem valor de R$ 2,7119, perfazendo multas de R$ 1355,95 e R$ 2711,90, respectivamente.

A matéria legislativa traz um alívio a muitas mães que são frequentemente abordadas por seguranças de shoppings e centros comerciais, cerceando o direito constitucional de ir e vir das mães, e da alimentação do bebê. No município de São Paulo uma mãe foi coibida de amamentar no interior do Sesc.

Leis do mesmo assunto foram sancionadas  pelo poder executivo municipal de são Paulo, Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes/RJ. Alguns nomes de uma seleta lista de administrações amigas da maternidade.

Outras legislações já promulgadas fortalecem a relação mãe, bebê e liberdade, como as leis que  prolongam para seis meses o período de licença maternidade das servidoras e funcionárias publicas, seguindo dispositivo da lei 11.770/2008. A matéria já foi aprovada em todos os 26 estados, Distrito Federal, e por volta de 200 municípios pelo país.

Viva a liberdade, pois amamentação é o momento de alimentação do bebê, e os pequenos são brasileiros como todos nós! Que outros estados e municípios qua ainda não fizeram, sigam esse exemplo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Como funciona a amamentação

Assistam esse vídeo. Ele traz informações sobre a produção e descida do leite bem como a pega do bebê!


Fonte Original: http://matrice.wordpress.com/2013/03/26/informacoes-basicas-sobre-amamentacao/

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Muitas possibilidades



Rever os rumos da vida profissional é algo cada vez mais normal para as mulheres que se tornam mães

No momento em que experimenta a maternidade, a mulher costuma colocar muitos aspectos da sua vida na balança: revê valores, reconsidera crenças, repensa rumos. A questão profissional normalmente é um dos quesitos que mais vêm à tona nessa fase de reflexão pós-parto. “Volto ou não volto da licença?” “Negocio com a empresa para trabalhar de casa ou viro uma mãe empreendedora?” Hoje, graças às novas tecnologias, que permitem que muitas atividades sejam realizadas de qualquer lugar (e viva a internet!), o leque de alternativas se tornou mais amplo para uma faixa considerável da população feminina.

Com tantas alternativas, muitas vezes as mulheres precisam de uma ajuda externa para tomarem uma decisão com segurança. É nessa hora que podem procurar um profissional de coaching, método que nada mais é que uma maneira de organizar as ideias de forma sistematizada, pesar prós e contras, e refletir sobre possíveis caminhos. “Para muitas mães, o período da licença-maternidade é o primeiro em muitos anos que elas têm para olhar para dentro. Trata-se de um processo de autoconhecimento profundo, em que muitas vezes a vontade de mudar de vida aparece com força”, afirma Anna Márcia Gallafrio, coach, educadora perinatal e autora do blog Natural Coaching.

O bom é que dá para pesar bem todos os fatores de uma decisão relacionada ao futuro profissional mesmo quando não se conta com apoio especializado. Em primeiro lugar, ensina Anna, é importante ter momentos de introspecção e refletir. Depois, colocar todas as possibilidades na mesa, abrindo ao máximo o leque de oportunidades. A etapa seguinte é buscar apoio, em casa e fora dela, trocando ideias em fóruns de discussão, redes sociais e conhecendo o relato de outras mulheres que já passaram pela situação.

Para facilitar a vida de quem busca esse tipo de informação na rede, a jornalista Michelle Prazeres criou o blog Empreendedorismo Materno. Ela própria uma mãe empreendedora que repensou sua rotina de trabalho em razão da maternidade. “Negociei com meu empregador e comecei a trabalhar home-office. Quando meu filho estava com 3 meses, participei de um workshop de coaching que foi ótimo para desembaralhar tudo o que estava na minha cabeça. Sentia que vivia um momento de intensa criatividade, mas não sabia como organizar as ideias”, conta. Além de optar por trabalhar em casa, Michelle resolveu criar o blog para ajudar outras mulheres que se veem na mesma situação. Ela publica entrevistas com mães empreendedoras, que contam como se deu o momento da virada em suas vidas, e divulga num banco de dados o trabalho de cada uma delas. “Muitas vezes as mulheres optam pelo empreendedorismo para acompanhar mais de perto o desenvolvimento do filho e acabam descobrindo um talento adormecido”, finaliza Michelle.

sábado, 16 de agosto de 2014

Vamos amamentar!

Um vídeo bem humorado sobre a importância amamentação, e como todos devem ajudar


Confira o comentário do CineMaterna, que postou a novidade na sua página do facebook.
A paródia da música "Show das Poderesas", da cantora Anitta, para incentivar a amamentação virou sucesso na internet http://goo.gl/YwkWG1. No vídeo, três alunos com seios postiços, sendo um deles com barriga de grávida falsa, fazem a coreografia. A música diz que os pais também podem ajudar a mulher a amamentar e que o leite materno é o melhor alimento para o bebê. E vocês, o que acharam? (via Maternar http://goo.gl/RkjUm8)

 

A paródia de "Show das Poderosas" de Anita ficou muito boa, confiram.

Prepara
Que agora
É a hora da amamentação
Que nutri, protege
Deixa o bebê fortão

Acaba com a fome
Emagrece a mamãe
Expulsa a chupeta
Quando mama

Prepara
Se o dinheiro está curto, vai economizar
Mamar é muito fácil em qualquer lugar
O Leite da mamãe é forte, e tem poder
Ajuda o bebezinho a crescer, ê

O papai também tem que ajudar
A mamãe precisa descansar
Vocês juntos vão ter que cuidar

Se liga nessa ideia,
Vamos amamentar!
Pre-pa-ra!

Abraço.
Até a próxima

---
Alecrim as Claras

terça-feira, 17 de junho de 2014

Dê água para ela!

Eis o porquê da mãe precisar tanto de água durante a amamentação:

A importância da água é evidenciada pela constatação de que 60 a 90% do peso dos principais tecidos biológicos são por ela constituído.

A necessidade de água é determinada pela quantidade perdida na pele, pulmões, fezes e urina.

Também uma pequena quantidade de água é necessária para o crescimento. A criança ao nascer é constituída de aproximadamente 79% de água, atinge 70 a 75% nas primeiras semanas de vida e , ao redor de 60 a 65% aos 12 meses.

Os lactentes normais saudáveis necessitam cerca de 1,5 ml de líquidos por quilograma em 24 horas. Normalmente a maior parte dessa quantidade é consumida através do aleitamento materno.

O bebê que só mama no peito não precisa de chás, sucos ou água. Só o leite é suficiente para hidratá-lo mas, se esses alimentos forem dados, após a orientação do pediatra, o melhor é oferecê-los na colher ou no copinho.

Para as crianças alimentadas com fórmulas ou leite de vaca, pode ser necessário uma maior oferta de água.

Caso seja perdido água extra pela pele, pelo pulmões ou pelo trato gastrointestinal, como em tempo quente, ou por febre ou diarréia, verificar com o pediatra a necessidade de se aumentar a ingestão de água para garantir a perfeita hidratação da criança. Por outro lado, a intoxicação pela água resulta em hiponatremia, náusea, vômito, diarréia e poliúria ou oligúria, podendo ocorrer convulsões. Esta situação pode ocorrer quando há diluição excessiva do leite.

O leite humano é composto de 87,1 ml de água em 100 ml.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o bebê deve ser alimentado exclusivamente com o leite materno até os 6 meses de idade, desde que esteja crescendo e se desenvolvendo dentro do padrão esperado. A partir dos 6 meses, deve-se introduzir novos alimentos, sem no entanto abandonar a amamentação, que pode prosseguir até os 2 anos de idade. A criança alimentada no peito até os 4 meses, pelo menos, já recebeu muitos dos benefícios que o leite materno oferece. Caso, após essa idade, a mãe não possa continuar a amamentar, cabe ao pediatra orientar sobre a introdução de novos alimentos, de acordo com as características da cada criança.

Maria Cristina Elias
Nutricionista (CRN 2299)
Mestre em Ciências Aplicadas à Pediatria - UNIFESP - Especialista em Nutrição em Cardiologia pela Socesp

Texto extraído de <http://www.clubedobebe.com.br/palavra%20dos%20especialistas/nut-10-01.htm>

-----
por Marcelo Ferreira

sábado, 7 de junho de 2014

Sejam bemvindos ao Alecrim as Claras!

Alecrim as Claras. Nasceu nossa flor do campo: Clara Lis.

Foram muitos os desafios já enfrentados, e vencidos. Muitos novos virão.

Nossa experiência aumenta a cada dia, e queremos compartilhá-la com as muitas mães e pais que nascem a cada dia. Queremos aprender também, e dizemos "vem". Vamos compartilhar nossas lutas maternas e paternas.

Se seu alecrim está a caminho ou nasceu, venha com a gente!

Somos pais, eis nosso espaço!